ESTRATÉGIAS DE LEITURA: A FORMAÇÃO DO LEITOR NO ENSINO FUNDAMENTAL

 

ESTRATÉGIAS DE LEITURA: A FORMAÇÃO DO LEITOR NO ENSINO FUNDAMENTAL

Resenha Crítica

ESTRATÉGIAS DE LEITURA: A FORMAÇÃO DO LEITOR NO ENSINO FUNDAMENTAL

 

A leitura tem um caráter de produtividade para uns, porém, para outros é condição de ascensão social e cultural.

De acordo com a autora, Eliana Viana Britto (1998), ”a leitura além do aspecto utilitário, que faz com que o indivíduo ultrapasse os obstáculos impostos pelo cotidiano e facilite o acesso ao mercado de trabalho, (…) assumiu uma função social, de resgate da cidadania, uma vez que possibilita o autor conhecer, refletir e atuar sobre uma dada realidade”.

É inegável a relação entre linguagens, sociedade e cidadania, sempre vai haver uma relação entre elas, pois, é pela linguagem que os indivíduos se comunicam, e  interagem com o mundo.

Após questionamentos sobre este assunto, chegou-se à seguinte conclusão: para que os alunos se tornem leitores críticos, é necessário que a escola, utilizando as propostas dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), proponha um trabalho de leitura que vá além da mera extração de informações textuais.

A leitura é um processo de interação entre o leitor e o autor que se aproximam pelo texto,sendo assim é fundamental que a escola forneça condições para que o aluno-leitor vá adquirindo estratégias de processamento da informação adequada às condições de produção de leitura.

De acordo com a citação da autora sobre a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), lei n° 9394, 20 de dezembro de 1996, o ensino fundamental visa ao domínio da leitura, da escrita, do cálculo e do raciocínio, preparando progressivamente o educando para a compreensão dos problemas humanos e o acesso sistemático aos conhecimentos. Já os PCNs, corroborando a própria LDB, propõem alguns gêneros de textos como referencia básica a partir da qual o trabalho de leitura deverá ser desenvolvido nos terceiros e quartos ciclos do Ensino Fundamental. Os gêneros de textos são gêneros privilegiados para a prática de escrita e leitura de textos. Com vários gêneros de textos, o leitor lê o que lhe atrai atenção.

 

Para Gnerre M. et.al,(1985), saber ler e escrever para garantir nota, passar de ano, parece ser um objetivo muito pobre diante da possibilidade de compreender que através da leitura e da escrita podemos ampliar nosso conhecimento sobre nós mesmos e o mundo em que vivemos. (p.16)

 

Já, Bettelheim (1992) afirma que “se desejarmos abrir o mundo da plena Alfabetização às nossas crianças, aquilo que elas devem ler, deve desde o início ajudar a compreender a si próprias e a seu mundo”.

Percebe-se que tanto Gnerre M. et.al, quanto Bettelheim, explicam desde qual ponto de vista que a compreensão da leitura e da escrita devem ajudar ao leitor, a ampliar os seus conhecimentos, sobre si próprio e sobre o mundo em que vive.

Por outro lado, uma leitura não é feita apenas quando o aluno descobre por si o que o autor escreveu, quando ouve alguém lendo, participa dessa atividade como leitor. (…) Ouvindo estas “estórias” as crianças vão se familiarizando com o estilo da linguagem escrita, com as estratégias de interpretação de leitura e com as formas de prestígios da língua, o que facilitará enormemente a tarefa de alfabetização. (Gnerre M. et.al 1985, p.25).

 

O papel da escola para formar esses leitores, é de suma importância, pois, na “formação do leitor e do escritor (crítico), pode significar na maioria deles, a busca de estratégias de formação de facilidades no manejo do texto com orientações para o trabalho de interpretação de texto.” (Barreto E, S, S. Os currículos do ensino fundamental para escolas Brasileiras 1998, p.72).

Para Gnerre M. et.al (1985), a tarefa da escola é trazer o mundo da escrita para a sala de aula, aproveitar ao máximo a experiência de cada criança, sua vivência e conhecimento.

 

Considerações finais:

 

Vimos que a leitura e a escrita, caminham juntas para desenvolvimento da aprendizagem do leitor em suas séries iniciais. Pelos gêneros textuais possibilita-se ao aluno  um rápido desenvolvimento em sua aprendizagem.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Vianna B. E. PCNs de Língua Portuguesa:a prática em sala de aula. 2ed. São Paulo. Arte & Ciência,2003

Barreto S. S. E. Os currículos do ensino fundamental para as escolas brasileiras. 2ed. Autores Associados, 1998 p.72.

Gnerre M. et.al. Leitura Teoria e Prática. 1985.

 Alunos: Denise de Souza Leite, Gisele Cristina Barsotti, Jefferson Aparecido das Chagas

 

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